sábado, 22 de junho de 2013
A “Última Ceia” de Leonardo da Vinci – Apesar do tema religioso, o autor retratou as personagens com características físicas mais humanas que sagradas
Monalisa de Leonardo da Vinci: uma das obras de arte mais conhecidas do Renascimento
algumas obras do renascimento
Alessandro di Mariano Filipepi, mais conhecido como Sandro Botticelli foi um pintor italiano do começo do Renascimento. Dedicou boa parte da carreira às grandes famílias florentinas, especialmente a Família Médici, para os quais pintou quadros e retratos.

A Coroação da Virgem, de Sandro Botticelli, 1490. Galeria Uffizi, Florença, Itália.
O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli, 1485. Galeria Uffizi, Florença, Itália.

A Coroação da Virgem, de Sandro Botticelli, 1490. Galeria Uffizi, Florença, Itália.
O que torna o trabalho de Leonardo único são as suas inovadoras técnicas que expressou nas suas pinturas, o seu detalhado conhecimento anatómico, o detalhe físico da natureza, expresso na representação de plantas, o seu interesse na fisionomia e os seus minuciosos registos da emotividade e da expressividade humana.
O Homem Vitruviano, de da Vinci. 1490. Lápis e tinta sobre papel. Galeria da Academia, Veneza, Itália. Mona Lisa ou La Gioconda, obra prima de Leonardo da Vinci, 1503-1506. Museu do Louvre, França
Suas obras mais famosas, a escultura de David e a Pietá (Piedade), foram realizadas antes de seus trinta anos. Apesar de sua pouca afeição à pintura, criou duas obras históricas: as cenas do Gênesis, como a A Criação de Adão e o O Juízo Final, no teto da Capela Sistina.

A Criação de Adão de Michelangelo, 1511. Representa o episódio do Gênesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão. Capela Sistina, Vaticano, Itália.
Transfiguração de Rafael, 1518-20. Museu do Vaticano, Itália.
O Homem Vitruviano, de da Vinci. 1490. Lápis e tinta sobre papel. Galeria da Academia, Veneza, Itália. Mona Lisa ou La Gioconda, obra prima de Leonardo da Vinci, 1503-1506. Museu do Louvre, França
Miguel Ângelo”) di Ludovico Buonarroti Simoni (1475- 1564) foi um pintor e escultor renascentista italiano.
Suas obras mais famosas, a escultura de David e a Pietá (Piedade), foram realizadas antes de seus trinta anos. Apesar de sua pouca afeição à pintura, criou duas obras históricas: as cenas do Gênesis, como a A Criação de Adão e o O Juízo Final, no teto da Capela Sistina.

A Criação de Adão de Michelangelo, 1511. Representa o episódio do Gênesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão. Capela Sistina, Vaticano, Itália.
David. Michelangelo retrata o herói bíblico com realismo anatômico. 1504. Academia de Belas Artes, Florença, Itália.


Pietá de Michelangelo representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria. 1498. Basílica de São Pedro, Vaticano, Itália.
Rafael, em italiano Raffaello Sanzio, (1483-1520) foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento italiano. Ficou conhecido pelas suas obras A Escola de Atenas, A Ressurreição de Cristo, A Sagrada Família e Transfiguração.
Escola de Atenas de Rafael, 1506-1510. Palacio Apostolico, Vaticano, Itália.
Transfiguração de Rafael, 1518-20. Museu do Vaticano, Itália.principais obras e seus autores
Leonardo da Vinci

Artista renascentista italiano, nasceu em 15/04/1452. Existem algumas dúvidas sobre a cidade de seu nascimento: para alguns historiadores, seu berço foi em Anchiano, enquanto para outros, foi numa cidade, situada na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre as cidades italianas de Florença e Pisa.Sua principal obra é a Monalisa(Gioconda).
Frases de Leonardo da Vinci:- "A sabedoria é filha da experiência."
- "Quem pouco pensa, muito erra."
- "A simplicidade é a máxima sofisticação".
- "O tempo dura muito para aqueles que sabem aproveitá-lo."
Giovanni Boccaccio

Seus principais livros foram: Mulheres Célebres (1362), 104 biografias de mulheres conhecidas por seus vícios e virtudes; II Filocolo; II Filostrato; (1337/39) La Teseida; Amorosa Visione (1342); Fiammetta (1343); II Corbaccio (1354/55); e ainda, sobre Dante e Petrarco, Sobre a vida e os hábitos de Francisco Petrarca e Vita di Dante e commento sopra la Divina Comédia.
Francisco Sá De Miranda
Francisco Sá De Miranda

Francisco Sá de Miranda nasceu em Coibra em 28 de Agosto de 1481( época em que D. João II subiu ao Trono ).
Obras mais conhecidas:A trajédia Cleópatra
As Comédias Estranjeiros e Vilhalpandos
E as Cartas (em versos)
Dante Alighieri
Obras mais conhecidas:A trajédia Cleópatra
As Comédias Estranjeiros e Vilhalpandos
E as Cartas (em versos)
Dante Alighieri

Dante Alighieri foi um dos grandes poetas mundialmente conhecidos. Ele nasceu em Florença, no ano de 1265, e faleceu em Ravena, no ano de1321.
Obras de Dante Alighieri- Divina Comédia (obra mais importante e mais conhecida) - De Vulgari Eloquentia ("Sobre a Língua vulgar")- Vita Nova ("Vida Nova")- Le Rime - ("As rimas")- Il Convivio - ("O Convívio")- Monarchia - ("Monarquia")- "As Epístolas"- "Éclogas" - "Quaestio" de aqua e terra"
Michelangelo Buonarroti
Biografia de Michelangelo, grande representante das artes plásticas do Renascimento Italiano, obras de Michelangelo, Renascimento Cultural , afrescos da Capela Sistina, Davi, Pietá, mecenas e mecenato, esculturas, afrescos, pinturas e quadros. Miguel Ângelo di Lodovico Buonarroti Simoni, nasceu na cidade de Capresse, Itália, no dia 6 de março de 1475. Porém, o artista passou parte de sua infância e adolescência na cidade de Florença.Renascimento Cultural
Com o renascimento comercial e urbano, o aparecimento da burguesia, classe ligada ao comércio, e a formação das monarquias nacionais, a cultura européia também sofreu alterações. Essas transformações culturais aprofundaram-se nos séculos XIV-XVI, ficando conhecidas por Renascimento. Representavam os valores da burguesia, classe em ascensão. Manifestaram-se na literatura, artes plásticas, filosofia e ciência. Esta nova cultura apareceu primeiramente na Itália.
SUAS RAÍZES
Remontam às lentas alterações que se desenvolviam na cultura medieval desde o século XI e que adquiriram excepcional velocidade e profundidade a partir do século XIV.
PROCESSO HISTÓRICO
Os fatores econômicos, políticos, sociais e culturais entrelaçaram-se. Nesse sentido o Renascimento não foi um fenômeno isolado, mas sim um dos elos da vasta cadeia que assinala a passagem da Idade Média para a Idade Moderna na Europa. No plano econômico, acontecia o renascimento comercial, que culminou na expansão ultramarina dos séculos XV e XVI. No plano político, ocorria a centralização do poder, que resultou na formação do Estado moderno. No plano social, as cidades tornavam-se expressivas e a burguesia, classe ligada à nascente economia comercial, adquiria importância rapidamente.
O renascimento rompeu lentamente o monopólio cultural até então exercido pela Igreja.
Expressava a primeira manifestação de uma cultura burguesa laica (não-eclesiástica), racional e científica.
Não determinou uma ruptura, mas sim uma transição: coexistiram e interagiram elementos da velha cultura em declínio com a nova cultura em ascensão.
CARACTERÍSTICAS
O termo Renascimento não é diferente de Renascença é costumeiramente utilizado significando o reviver da cultura clássica greco-romana no século XIV, pois a influência da cultura greco-romana se fez sentir por toda a Baixa Idade Média. No entanto, é necessário frisar que o Renascimento não repetiu pura e simplesmente a cultura clássica. Ao contrário, reinterpretou-a à luz de uma nova época.
O homem renascentista caracterizou-se pelo individualismo, racionalismo, hedonismo, antropocentrismo, naturalismo e realismo.
Individualismo: A burguesia procurava abandonar o espírito corporativo que predominava na Idade Média. Os artistas passaram a assinar suas obras e os nobres e os burgueses, passaram a mandar fazer retratos ou estátuas de si mesmos.
Racionalismo: Valorizava-se a razão (conciliar fé e razão). A busca do conhecimento. Acentuou-se o criticismo.
Hedonismo: Enquanto na Idade Média, valorizava-se o sofrimento, o homem da Renascença buacava a auto-satisfação (o prazer) e a realização espiritual.
Antropocentrismo ou Humanismo( do latim humanus = cultivado): Em oposição ao teocentrismo, o Renascimento apresentava o homem como o centro do Universo; o homem sendo a medida de todas as coisas. Isto não quer dizer que o homem da Renascença fosse ateu ou pagão, era cristão, porém com uma religiosidade diferente do misticismo ingênuo que predominava na Idade Média.
Naturalismo: A integração do homem à natureza e a descoberta da íntima ligação com o Universo marcaram o movimento renascentista.
Realismo: Foi um traço marcante dos desenhos e das pinturas da Renascença, pois o artista desejava compreender todos os aspectos da criação.
Outra das características renascentistas era o repúdio aos ideais medievais: a cavalaria uma das mais importantes instituições da Idade Média, entrou em declínio com o advento da pólvora e das armas de fogo, e seus ideais são satirizados por Cervantes na obra Dom Quixote. Maquiavel, em O Príncipe, ataca a subordinação da política à religião e o ideal de um governo com poderes. Também a escolástica ( filosofia da Baixa Idade Meia) é repudiada, tanto pelos idealistas da escola neoplatônica de Florença quanto pelos realistas da escola de Pádua.
O MECENATO
A cultura renascentista expandiu-se sob a proteção e o financiamento dos poderosos da época. Comerciantes, banqueiros, papas formavam essa elite que mantinha os intelectuais e artistas renascentistas, sendo denominados mecenas.
FATORES QUE GERARAM O RENASCIMENTO
No plano econômico, o renascimento comercial reativou o intercâmbio cultural entre Ocidente e Oriente, configurando-se como principal fator do renascimento cultural.
No plano social, a urbanização gerava as condições de uma nova cultura, sendo as cidades o pólo de irradiação do Renascimento.
No plano intelectual, a retomada dos estudos das obras clássicas greco-romanas foi de grande importância. Isso foi possível graças aos mosteiros medievais, que preservaram em suas bibliotecas muitas dessas obras, protegendo-as da destruição pelos bárbaros no período das invasões.
Finalmente, o aperfeiçoamento da imprensa, atribuído a Gutemberg, teve importância no século final do Renascimento ( século XVI).
RENASCIMENTO ITALIANO NAS LETRAS
É costume dividir-se o Renascimento italiano em três períodos: o Trecento (1300-1399), o Quattrocento (1400-1499) e o Cinquecento (1500-1550).
Anteriormente ao Trecento, destaca-se um escritor italiano como precursor do Renascimento: Dante Alighieri. Sua principal obra, a Divina Comédia , prenuncia o Renascimento.
No Trecento, os principais autores são: Francisco Petrarca e Giovanni Baccaccio.
Petrarca: é conhecido como o pai da literatura renascentista italiana. Boccaccio, escreveu Decameron, uma coletânea de contos. Nela é expressa a crise de valores da época.
O Quattrocento foi o período mais fraco do renascimento na Itália. Os escritores italianos deixaram de escrever nos dialetos, passando a redigir em latim e grego e limitando-se a realizar imitações dos autores clássicos. Nesse período foi criada a escola de filosofia neoplatônica de Florença, cujo patrocinador foi Lourenço de Médici.
Neste período foi introduzida na Itália a pintura a óleo. O uso da nova técnica permitiu progressos artísticos.
Os principais pintores foram: Mosaccio, Sandro Botticelli, Ticiano, Tintoretto e Leonardo da Vinci ( figura de transição entre o Quattrocento e o Cinquecento) pintor, escultor, músico, arquiteto, matemático, filósofo e inventor (gênio renascentista). Suas obras Virgem dos rochedos, a ùltima Ceia e Mona Lisa (Gioconda)
No Cinquecento a capital literária italiana passou a ser Roma, até então à sombra de Florença. Nessa fase a língua italiana adquiriu a mesma importância que o grego e o latim e foi imposta como língua nacional.
Neste período a arte renascentista, ao mesmo temo que atingia seu apogeu, começava a dar sinais de decadência. Rafael Sanzio e Miguel Ângelo.
Rafael tornou-se o artista mais popular de sua época. Não possuía a preocupação intelectual de Da Vinci, nem as contradições de conteúdo emocional de Miguel Ângelo.
Miguel Ângelo foi o maior pintor e escultor do Cinquecento.
Suas obras: afresco da Capela Sistina, a Criação de Adão e o Juízo Final. Dentre as esculturas, citam-se: Moisés, Davi e Pietá.
RENASCIMENTO FORA DA ITÁLIA
O renascimento atingiu quase toda Europa, sempre muito influenciado pelo movimento italiano, mas adquirindo características próprias em cada país.
Nos Países Baixos o comercio foi decisivo para o desenvolvimento de um mercado de artes e artistas e do mecenato. Na literatura o destaque foi Erasmo de Roterdam, o qual, em sua obra principal, Elogio a loucura, criticou duramente a cultura medieval e a corrupção da Igreja.
Na França, os monarcas Luís XI e Francisco I foram autênticos mecenas. Na literatura, no século XVI, o destaque foi Francois Rabelais – criador dos personagens Gargântua e Pantagruel, em livros que renovaram a prosa e nos quais o escritor criticou a Igreja e o universo medieval.
Na Inglaterra ocorreu no século XVI, coincidindo com a Centralização do Estado. O destaque foi Thomas Morus, autor de Utopia, onde descreveu as condições de vida de uma sociedade sem ricos e pobres, em uma ilha imaginária. Por problemas religiosos, Morus foi preso e executado por ordem do rei Henrique VIII.
Mas, foi no teatro que surgiu o mais notável: William Shakespeare, maior dramaturgo de todos os tempos: Romeu e Julieta, Hamelet, Macbeth, Otelo, A Megera Domada, Sonho de Uma Noite de Verão.
Na Península Ibérica foi influenciado pela arte moura e pelo cristianismo.
Os renascentistas espanhóis mais importantes foram: El Greco (pintor); o escritor Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote de La Mancha.
Em Portugal, Luis Vaz de Camões ( Os Lusíadas). Tiveram destaque também as obras de Gil Vicente, criador do teatro nacional português.
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